quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quando o papel da imprensa se torna perigosa

No jornalismo existe uma ética que todos obedecem: não divulgar matéria de pessoas que cometem suicídio. Agindo assim observa-se serem pouco os casos deste tipo de crime. Podemos questionar que os casos são poucos porque ninguém realmente divulga, mas são esporádicos os casos.
O que tenho observado é que a partir do momento que a imprensa divulga qualquer outro caso e repercute o assunto, logo aumenta esse tipo de fato ou crime. Vejamos: Quando a imprensa passou a divulgar os primeiros casos de pedofilia, logo a situação ficou fora de controle. Quando a Suzane, juntamente com o namorado e o irmão, mataram os próprios pais, em São Paulo, na sequência vieram muitos outros casos. Matar amante, esposa e outras mulheres, aumentou depois do caso de Pimenta da Veiga, que matou a amante também em São Paulo. O caso de Eliza com Bruno está ai. Tomou conta do noticiário e com certeza virão outros casos Bruno.
Aqui em Belém a onda é assalto seguido de refém. Hoje diariamente se tem um caso dessa natureza.
Dai fica a pergunta: não se faz necessário rever esse tipo de noticiário, que da notoriedade para um simples pè de chinelo, que ficam famosos, por sairem nos noticiários de rádio, televisão jornais, vão presos e depois retornam para seu cotidiano, voltando a praticar os mesmo crimes e amedrontando o cidadão de bem.
É hora de parar pra pensar.

2 comentários:

  1. Será que os casos aumentam quando são divulgados pela imprensa ou será que aumentam porque a imprensa resolve publica-los? Acredito que a imprensa com seu filtro corporativista seleciona aquilo que será "a bola da vez" e a impressão que se tem é que esses casos aumentaram apartir do momento que foram divulgados pele imprensa, ao meu ver isso não é verdade, afinal casos de crimes passionais, como o "caso Bruno" acontecem todos os dias no Brasil, e não é de hoje, sempre existiu.

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  2. Michel Rabelo.

    Acredito que tudo esta dentro de um filtro para se obter o maximo de retorno , que nesse caso seria audiencia, se nao fosse em funcao disso com certeza a atencao seria menor..

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